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Imagem: Fernando Donasci/MMA
Diretor-geral do Inema participa de debate sobre estratégias para enfrentar o calor extremo no Brasil
O evento reuniu representantes do governo federal, gestores públicos, especialistas, organizações internacionais e instituições de pesquisa para discutir caminhos capazes de
Por DA REDAÇÃO: PORTO BRASIL FM 100.9
10 de Março de 2026 às 13:30
O diretor-geral do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), Eduardo Topázio, participou, na segunda-feira (09), em Brasília (DF), da abertura do processo de elaboração do Plano Nacional de Ação pelo Resfriamento (PNAR Brasil), iniciativa coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) que busca estruturar estratégias para enfrentar o aumento das temperaturas extremas no país e ampliar o acesso a soluções de resfriamento eficientes e sustentáveis.
O evento reuniu representantes do governo federal, gestores públicos, especialistas, organizações internacionais e instituições de pesquisa para discutir caminhos capazes de reduzir os impactos do calor extremo nas cidades e fortalecer a adaptação do Brasil às mudanças climáticas.
A abertura contou com a participação da ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva; do secretário de Meio Ambiente Urbano, Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Adalberto Maluf; além de representantes do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).
Durante o encontro, Topázio integrou o painel dedicado às experiências práticas de enfrentamento ao calor extremo, apresentando a perspectiva da gestão ambiental da Bahia e destacando a importância da integração entre políticas de meio ambiente, recursos hídricos e planejamento territorial.
“O enfrentamento aos impactos das mudanças climáticas exige planejamento integrado e políticas públicas capazes de conectar gestão ambiental, recursos hídricos e desenvolvimento urbano. Estados e municípios têm papel fundamental nesse processo, porque é no território que as soluções precisam acontecer de forma concreta e adaptada à realidade local”, afirmou.
Construção do plano
Coordenado pelo MMA em parceria com o Pnuma, o PNAR Brasil pretende reduzir as emissões associadas aos sistemas de refrigeração e ampliar o acesso a soluções de resfriamento eficientes, sustentáveis e de baixa emissão de gases de efeito estufa. O plano deverá abordar tanto as emissões diretas, relacionadas aos gases refrigerantes utilizados em equipamentos de ar-condicionado e refrigeração, quanto as emissões indiretas, decorrentes do consumo de energia elétrica desses sistemas.
O PNAR Brasil será elaborado de forma colaborativa, reunindo contribuições de diferentes áreas do governo, instituições de pesquisa, organismos internacionais e representantes da sociedade civil.
A proposta é desenvolver estratégias capazes de reduzir os efeitos do calor extremo nas cidades, ampliar a eficiência energética e fortalecer a adaptação climática. Entre os temas discutidos estão a ampliação de áreas verdes urbanas, melhorias no planejamento das cidades e o uso de tecnologias mais eficientes de climatização.
A iniciativa também prevê a elaboração de um diagnóstico nacional sobre a demanda por resfriamento, a definição de instrumentos de implementação, um cronograma de ações e indicadores para monitorar os resultados. Com a construção do PNAR Brasil, o país busca avançar na adoção de políticas públicas voltadas à proteção da população e ao fortalecimento da resiliência das cidades diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas.
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