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TV BRASIL VAI EXIBIR FILME DE PORTO SEGURO PARA TODO O PAÍS!
‘Vozes de Pindorama’ - De Porto Seguro para o mundo! Responder
Por DA REDAÇÃO: PORTO BRASIL FM 100.9
21 de Julho de 2026 às 15:07
"Vozes de Pindorama" é um curta-documentário baiano dirigido por Daniel Victor e roteirizado por Fernando Freire (o Gabiru). Gravado na Reserva Pataxó da Jaqueira, em Porto Seguro (BA), o filme destaca a diversidade linguística do Brasil e a revitalização de dialetos indígenas, como o Ptxohã.
Sobre a Obra e Produção
O documentário aborda como o território que hoje chamamos de Brasil abrigava mais de mil línguas faladas pelos povos originários antes da colonização. O filme expõe a realidade atual: mais de 150 línguas indígenas ainda resistem no país.
O curta foi viabilizado com recursos da Lei Paulo Gustavo/Bahia e produzido pela Cruzeiro do Sul Produções. Ele ganhou projeção internacional ao ser selecionado para exibições em mostras culturais e festivais, integrando os esforços da Década Internacional das Línguas Indígenas da UNESCO. Para conhecer mais sobre as gravações na Reserva Pataxó da Jaqueira, a diversidade linguística e os detalhes da produção diretamente de quem a realizou: MAIS INFORMAÇÕES “Vozes de Pindorama”, documentário baiano dirigido por Fernando Freire, acaba de conquistar projeção internacional ao ser selecionado para a Mostra Curta Espanha, que acontece entre os dias 28 e 30 de maio, em Madri. A obra, realizada com apoio do Edital Paulo Gustavo Bahia, destaca o processo de revitalização da língua Ptxohã, conduzido pelo povo Pataxó na região de Porto Seguro, no sul do estado. Com uma narrativa construída diretamente no território indígena, o filme propõe uma reflexão sobre a diversidade linguística do Brasil, apresentando o país como uma “Terra das Mil Línguas”. A produção se conecta à Década Internacional das Línguas Indígenas, iniciativa da UNESCO que busca preservar idiomas em risco de extinção em todo o mundo. O documentário ganha ainda mais força pela participação ativa da comunidade da Reserva da Jaqueira, que colaborou na construção da obra. O protagonista mirim, Wêkanayhã, foi escolhido pela própria comunidade, enquanto as legendas em Ptxohã foram desenvolvidas por professores da escola indígena local. A presença do cacique Syratã também reforça a dimensão simbólica e cultural da narrativa.
Antes de chegar ao circuito internacional, o filme já havia circulado por festivais em diversos estados brasileiros, acumulando prêmios como Melhor Filme e Melhor Roteiro. O reconhecimento fora do país amplia o alcance da produção e evidencia a potência do audiovisual baiano na valorização de identidades e memórias. Para o diretor, o destaque internacional também reforça a importância das políticas públicas de incentivo à cultura, que viabilizam produções independentes e comprometidas com a preservação de patrimônios imateriais. Sem esse apoio, segundo ele, etapas fundamentais da produção não seriam possíveis.
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